domingo, 24 de agosto de 2014

Carta

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Carta
 
Depois de tanto tempo já passado,
A tua ausência ainda pesa tanto,
E faz correr na face o mesmo pranto,
Do dia que partiste, oh pai amado.
 
As vezes sinto o tempo tão calado.
Recordo a nossa vida em cada canto,
Em cada passo em cada desencanto,
Que juntos nós vivemos lado a lado.
 
Oh, fica em paz, meu pai que vou seguindo,
Nos teus preceitos, teu amor mais lindo,
Fincado no meu peito para sempre.
 
De ti sinto saudades, pai querido,
Porque foste o farol, um anjo amigo,
Luzindo a senda desta minha vida.
 
Edith Lobato – 19/08/14

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Conclusão

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Conclusão
 
A brisa que levou o sonho meu,
Foi culpa desta vida sem ventura,
Que tudo me tomou com tal usura,
Deixando-me vazia, amarga, incréu.
 
Levou da aurora a seiva no apogeu,
Mascou cada pedaço de candura,
E fez nascer o joio na tristura,
Fazendo-me viver em negro breu.
 
Razões não tenho mais para seguir!
As velas embotadas já no fim,
Esgarçam quando a brisa lhes sussurra.
 
Aguardo a hora augusta de partir,
E libertar-me desta teia, enfim,
No excelso lar da minha sepultura.
 
Edith Lobato – 19/08/14

domingo, 17 de agosto de 2014

Poesia

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Poesia
 
A deusa que mora no meu coração,
Habita silente num raio de sol.
No dia, na noite, na luz do farol,
Galopa num verso com pura emoção.
É fruto da mente. Ela é pura atração,
Que pousa nas penas das asas do olhar,
Daquele que enxerga além de um cantar.
A deusa em questão tem um ar de magia,
A todos encanta, e seu nome é poesia,
E nasce da fonte que vem lá do mar.
 
Edith Lobato – 05/06/14

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Aos teus pés

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Aos teus pés
 
Se eu puder nesta vida,
Nos braços teus me encontrar.
No paraíso em guarida,
Por certo, no céu vou estar.
 
Quando teu beijo eu provar,
Eu perderei todo o siso,
Porque teu amor é o maná,
Que nesta vida eu preciso.
 
Olhando nos olhos te rogo,
Beija-me, sorve meu riso!
Já não resisto e me afogo,
No céu do teu paraíso.
 
E se depois descobrir,
Que foi engano, ilusão.
Contigo irei prosseguir,
Dentro do meu coração.
 
Mas se no dia seguinte,
Meus beijos ainda quiser,
Eu te darei com requinte
Meu coração de mulher.
 
Edith Lobato – 26/10/13

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Momento//Resignação

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Momento
 
No dorso do vento, alados pensamentos
Voavam de encontro ao meu sonho
 
Momento//Resignação
 
Na / noite de tua despedida, montei no
Dorso / do meu cavalo e
Do / alto avistei-te. Teus cabelos ao
Vento, / eriçaram meus
Alados / demônios interiores.
Pensamentos / em desalinho
Voavam / em frações de segundos.
De / madrugada, entre insônias e pesadelos
Encontro/-me no quarto cheio de tua ausência.
Ao / cair a última gota de orvalho,
Meu / ser, exausto, se curva no
Sonho / sem história.
 
Edith Lobato//Edith Lobato

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Solidão


Solidão
 
Gravidez de momento,
domando o ser só,
num túnel sem fim.
 
Edith Lobato – 18/03/07

Trova [02]

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Trova (02)
 
Quando o sol desperta o dia
Novo tempo pra expressar
Amizade é sinfonia,
Em meu peito a tremular.
 
Edith Lobato -18/09/07

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Trova [01]

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TROVA [01]
 
Sou cálido passarinho,
No frescor da madrugada.
Querendo fazer meu ninho,
Descansar desta jornada.
 
Edith Lobato – 16/06/07

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Sonho de nós dois

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Sonho de nós dois
 
Trespassa por minha alma pétrea sombra,
Saber que crês que não sinto saudade,
Porém vós não sabeis minha verdade:
Qu’és tu quem mais desejo em minha alfombra.
 
Eu sei que a culpa é minha e desta vida,
Do fardo que carrego e da mordaça,
Que trago presa ao imo e me espicaça,
E faz-me prisioneira sem saída.
 
Porém, dentro em meu peito a tua imagem,
E o céu particular que me acalenta,
As horas de desgosto e solidão.
 
O meu amor por vós não é bobagem,
E tudo o que vivemos alimenta,
O sonho de nós dois no coração.
 
Edith Lobato – 24/11/13
 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Senhora

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Senhora
 
Beija a areia com grande dulçor,
As águas aflitas que caem dos olhos,
Vestidas de angústias, caiadas de dor,
Entregues ao mar dante os raios da lua.
 
Sepulta o desgosto, ó terna senhora,
E vive os momentos que a vida te dar.
Há tanta beleza no mundo lá fora,
Depõe os teus fardos nas águas do mar.
 
Refaz o teu ânimo, acorda pra vida!
A vida em teu seio ainda pulsa demais.
Pro Deus do Universo és sempre querida,
Liberta, senhora, teu ser destes ais!
 
Edith Lobato – 06/08/14

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Cantiga

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Cantiga
 
Eu canto a saudade, o amor,
Com grande e profunda alegria.
Se sinto o pulsar de uma dor,
Eu canto a saudade, o amor.
Com fé, com ternura e dulçor,
No verso em que verso a poesia,
Eu canto a saudade, o amor.
Com grande e profunda alegria.
 
Edith Lobato

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Noite vem!

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Noite vem!
 
 
Noite vem! Vem solidão,
Entrelaça meu barco,
Cheio de lembranças tuas.
Navega minhas águas.
Despe minh’alma,
Ondeia meu coração.
 
Noite vai, vem o dia!
O sol tem o calor
Da paixão que carrego.
Eu me entrego a lascívia do sonho
De te pensar na maciez da alcova,
Sobre os lençóis de linho,
Na efervescência do desejo.
 
Todo o sentimento ali,
No delírio da paixão,
No textura do tato,
No sabor do paladar,
No sentir do olfato,
E dos sons abduzindo a audição.
Tu e eu, barcos distantes,
A desejar a consumação do amor.
 
Na paz de um lugar qualquer,
Um vinho, uma música,
Nós dois, ainda, viveremos
O sentimento lúcido,
Que abrasa nossas almas,
Nestes mares distantes.
 
Edith Lobato – 02/08/14

domingo, 3 de agosto de 2014

Você

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Você
 
Meu anseio no ensejo
Do desejo represado.
Mergulhado na foz
Do luar dos teus olhos.
O sabor de maçã oculto
No mar revoluto da emoção,
Onde te penso e te sinto,
Qual especiaria afrodisíaca.
 
O fetiche que trafega na memória,
E insulta a minha insônia,
Abrasando meus sentidos,
Quando a madrugada vem,
E me traz a tua voz.
 
É difícil encontrar
Explicação para o que sinto.
 
És o vinho que explode
Escorrendo pelo imo,
Embriagando cada artéria.
Sem te achar junto de mim,
Na ausência de teu corpo,
O meu corpo se implode
No desejo de ter.
 
Edith Lobato – 28/07/14

sábado, 2 de agosto de 2014

Renascimento

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Renascimento
 
Se a vida bate e tudo sai do prumo,
Pra cada morte há um renascimento,
Seguir com fé, buscar um novo rumo,
É a lei da vida em novo nascimento.
 
Todas agruras que na vida temos,
Nos faz maduro pro discernimento,
Pois muitas vezes nós nem percebemos,
Nossas tolices no deslumbramento.
 
A vida tem tristeza e desventura,
Mas tem um canto em cada amanhecer.
Por isso cada um procure a cura,
Na luz do amor que é a força pra viver.
 
Edith Lobato – 21/06/14