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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Sabor de romã

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Sabor de romã
 
Compensa as horas perdidas nos meus braços.
Descansa teu ser nas sombras do meu éden,
E sobre o tecido, macio, dos véus do meu regaço,
Energiza-te na infrutescência da flor cheia de pólen.
 
Oh vem banhar-te nas águas dos rios do meu amor,
Onde os sons de Gaia serão esquecidos entre nós,
Na simbiose das almas que se fundem no dulçor,
Desta alquimia que pulsa e que escorre de nossa foz.
 
Todo este sonho lúdico sonhado em minha aurora,
Tem a textura da seda e o sabor suave de maçã.
A força dos ventos velozes que assanham a flora,
E o veludo vermelho das doces e saborosas romãs.
 
Sobre o fio do punhal que o tempo sibila,
Bebe este vinho que oferto em cálice de ouro,
Poliniza meu ser no teu ser, saboreia e destila,
Meu coração, minha alma, em tempo vindouro.
 
Edith Lobato – 29/09/14


domingo, 14 de setembro de 2014

Decisão

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Decisão
 
Que fazes tu, quando te busco em pensamento,
Quando me sinto esvair na solidão de minha dor,
Quando em minha alma dilacera um grã tormento,
Que fazes tu que não estendes sobre mim o teu amor?
 
Que faço eu nestes caminhos de lamentos?
Imersa em lágrimas sulcando este meu rosto,
Dia após dia condenada ao isolamento,
Que faço eu a ruminar este desgosto?
 
Eu me desfaço deste laço que me prende,
Que vive em mim como posseiro e senhor,
A usurpar a luz que em mim ainda ascende,
Uma ternura caminhando em meu favor.
 
Basta! Não quero mais sorver o fel desta cicuta,
Nem terminar os dias meus no calabouço,
Rendida em prantos, em tristeza absoluta,
Andando em vida como simples, mero esboço.
 
Edith Lobato – 29/07/14

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Senhora

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Senhora
 
Beija a areia com grande dulçor,
As águas aflitas que caem dos olhos,
Vestidas de angústias, caiadas de dor,
Entregues ao mar dante os raios da lua.
 
Sepulta o desgosto, ó terna senhora,
E vive os momentos que a vida te dar.
Há tanta beleza no mundo lá fora,
Depõe os teus fardos nas águas do mar.
 
Refaz o teu ânimo, acorda pra vida!
A vida em teu seio ainda pulsa demais.
Pro Deus do Universo és sempre querida,
Liberta, senhora, teu ser destes ais!
 
Edith Lobato – 06/08/14

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Noite vem!

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Noite vem!
 
 
Noite vem! Vem solidão,
Entrelaça meu barco,
Cheio de lembranças tuas.
Navega minhas águas.
Despe minh’alma,
Ondeia meu coração.
 
Noite vai, vem o dia!
O sol tem o calor
Da paixão que carrego.
Eu me entrego a lascívia do sonho
De te pensar na maciez da alcova,
Sobre os lençóis de linho,
Na efervescência do desejo.
 
Todo o sentimento ali,
No delírio da paixão,
No textura do tato,
No sabor do paladar,
No sentir do olfato,
E dos sons abduzindo a audição.
Tu e eu, barcos distantes,
A desejar a consumação do amor.
 
Na paz de um lugar qualquer,
Um vinho, uma música,
Nós dois, ainda, viveremos
O sentimento lúcido,
Que abrasa nossas almas,
Nestes mares distantes.
 
Edith Lobato – 02/08/14

domingo, 3 de agosto de 2014

Você

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Você
 
Meu anseio no ensejo
Do desejo represado.
Mergulhado na foz
Do luar dos teus olhos.
O sabor de maçã oculto
No mar revoluto da emoção,
Onde te penso e te sinto,
Qual especiaria afrodisíaca.
 
O fetiche que trafega na memória,
E insulta a minha insônia,
Abrasando meus sentidos,
Quando a madrugada vem,
E me traz a tua voz.
 
É difícil encontrar
Explicação para o que sinto.
 
És o vinho que explode
Escorrendo pelo imo,
Embriagando cada artéria.
Sem te achar junto de mim,
Na ausência de teu corpo,
O meu corpo se implode
No desejo de ter.
 
Edith Lobato – 28/07/14

sábado, 2 de agosto de 2014

Renascimento

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Renascimento
 
Se a vida bate e tudo sai do prumo,
Pra cada morte há um renascimento,
Seguir com fé, buscar um novo rumo,
É a lei da vida em novo nascimento.
 
Todas agruras que na vida temos,
Nos faz maduro pro discernimento,
Pois muitas vezes nós nem percebemos,
Nossas tolices no deslumbramento.
 
A vida tem tristeza e desventura,
Mas tem um canto em cada amanhecer.
Por isso cada um procure a cura,
Na luz do amor que é a força pra viver.
 
Edith Lobato – 21/06/14

sábado, 14 de junho de 2014

Passado

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O tempo que provei tua cerviz,
Pra sempre vou levar no coração.
Viver como eu vivia, por um triz,
Na tua indiferença, ingratidão,
Não era vida e, sim, era tortura.
 

A boca que dizia que me amava,
Vertia fel, cuspia, me insultava,
Até que fui minguando igual a flor,
Na haste, esmaecida pelo sol,
Sem água que dê vida e alimente,
As células vitais pra perdurar.
 

Assim, eu fui aos poucos fenecendo,
E ancorei no porto, solidão.
 

Edith Lobato – 05/06/14

terça-feira, 23 de março de 2010

Sonho

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Quando olho o céu no fim da tarde.
Minha alma quase chora enternecida!
De sentir toda beleza que me invade,
E ver tanta grandeza esquecida.

Aqueles tons tão matizados na colina,
E que se expandem no azul do céu imenso;
Transtornam minha alma quando penso,
Que o homem é tal qual uma neblina!

E quando vejo a lua toda adornada,
De sentinelas peninhas e brilhantes.
Direção aos transeuntes caminhantes,
Na efervescência da pungente caminhada.

Então suponho que possa ser possível.
Moldar o mundo das fissuras desta terra.
Desabitar os corações de tanta guerra,
Numa pujança de paz indescritível!

Beber do solo em peso de igualdade!
Desatar os nós e colar as rachaduras!
Amarrar os laços e cingir as descosturas.
Derramar a consciência na taça da indignidade!



Edith Lobato

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tributo a São Fidélis

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Oh, Tu! Serrana bela, cidade poema!

Ainda quando tudo era intocado;
E aqui não se pensava em tijolo.
Foram as tribos dos puris e corados
Primeiros habitantes de teu solo.

Na tua trajetória a força o brado,
Dos teus religiosos capuchinhos.
Legado que permeia teus caminhos.
E está no teu brasão eternizado.

No verde-oliva o áureo-rubro sol.
Fulgura no teu seio ao pé da serra.
Inspira teus poetas no arrebol.
E faz de ti virtude em paz, sem guerra!

De glória o teu passado enriquecido,
Pelo progresso, augusto, da ciência!
Que foi quem te levou por excelência,
Ao município, hoje, enaltecido.

E a limpidez do céu, hoje, preclara!
Duzentos anos de tua história!
E no olhar do Paraíba, oh, joia rara,
Tu és exemplo de grande vitória!

Cercada de belezas naturais,
Que impulsionam tua economia.
Os rios, as cachoeiras os minerais.
A pecuária e agricultura te alforria!

Repicam, pois, os sinos na matriz,
Que consagrou teu nome, oh, São Fidélis!
E o povo comemora e pede bis.
És pérola no chão do teu País!



Edith Lobato