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Sabor
de romã
Compensa
as horas perdidas nos meus braços.
Descansa
teu ser nas sombras do meu éden,
E sobre
o tecido, macio, dos véus do meu regaço,
Energiza-te
na infrutescência da flor cheia de pólen.
Oh vem
banhar-te nas águas dos rios do meu amor,
Onde os
sons de Gaia serão esquecidos entre nós,
Na
simbiose das almas que se fundem no dulçor,
Desta
alquimia que pulsa e que escorre de nossa foz.
Todo
este sonho lúdico sonhado em minha aurora,
Tem a
textura da seda e o sabor suave de maçã.
A força
dos ventos velozes que assanham a flora,
E o
veludo vermelho das doces e saborosas romãs.
Sobre o
fio do punhal que o tempo sibila,
Bebe
este vinho que oferto em cálice de ouro,
Poliniza
meu ser no teu ser, saboreia e destila,
Meu
coração, minha alma, em tempo vindouro.
Edith
Lobato – 29/09/14


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