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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Dono de mim

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Dono de mim
Eu quando penso em ti tenho arrepios!
Franzindo cada vão dos meus tecidos,
E cada pelo e poro embevecidos,
No toque dos teus lábios tão macios.
 
Na tua tez me perco em devaneios,
Intumescendo todos meus sentidos;
Tirando dos meus lábios sons, gemidos,
Repriso as tuas mãos sobre meus seios.
 
O corpo meu cativo dos teus braços,
Rendido em teus carinhos, teus abraços.
Nos dois na mais perfeita congruência.
 
Tu sabes despertar-me com perícia!
E cada toque teu, cada carícia,
Gravei pra todo sempre na existência.
 
Edith Lobato – 30/11/14


sábado, 22 de novembro de 2014

Eterno amor II

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Eterno amor II
 
À sombra dos salgueiros legendários,
Busquei-te com loucura em muitos cantos;
Nas ruas e avenidas, sem encantos,
Busquei-te nos meus dias tão cinéreos.
 
Nas águas caudalosas de teus rios,
Eu naveguei no tempo em sonhos tantos.
Chorei, é bem verdade, augustos prantos,
Paguei pelo meu erro em meus calvários.
 
Agora que encontrei-te novamente,
Diante dos portais do mesmo amor,
Eu reconheço que, venceu-me o tempo!
 
Eu sigo amando como antigamente,
Até quando eu partir para o Senhor,
Pois sei que meu legado são lembranças.
 
Edith Lobato – 21/11/14

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Amor II

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Amor  II

Amor, sonhei contigo um sonho lindo!
E foi pra mim o meu melhor instante.
Nos braços teus me vi tão delirante,
Imersa em teus carinhos me esvaindo.
 
No sonho amor, vieste a mim, sorrindo,
E sobre os meus lençóis, exuberante,
Meu corpo nu rendeu-se provocante,
E fui contigo ao céu me diluindo.
 
Em grão furor dos teus ardentes beijos,
Me misturei nos rios dos teus desejos,
E fui contigo a um mundo tão risonho.
 
Mas quando despertei nos meus arquejos,
Minha alma sufocava em relampejos,
Querendo uma vez mais o mesmo sonho.
 
Edith Lobato

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Negação

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Negação
 
Cansei de andar tristonha pelos cantos,
Seguindo velhas normas e modelos,
Na sombra dos enfados, pesadelos,
No mofo da tristeza e desencantos.
 
Cansei da negação de tudo em quanto,
Vivendo na omissão de ufanos zelos,
Na vociferação de alguns apelos,
Desvirtuando a vida, os seus encantos.
 
Cansei de tantos nãos negando o sim,
Em mascarado enredo que provoca,
A lágrima que morre no meu rosto.
 
Cansei! Não quero mais viver assim,
Sentindo este vazio que me sufoca,
E põe na minha vida só desgosto.
 
Edith Lobato – 08/09/14



Pátria amada

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Pátria amada
 
Quisera que meu grito nestas sendas,
Rompesse pelos ares das cascatas,
Num coro colossal por entre as matas,
Quebrasse o ritual que habita as lendas.
 
Quisera retirar do povo as vendas,
Cegueira que lhes faz servis fragatas,
Na crença de promessas vis, ingratas,
Discurso que é tecido em finas rendas.
 
Lavar da minha Pátria este dilema,
Que faz a massa não ter mais encanto,
Na ordem e no progresso varonil.
 
Assim se extinguiria do sistema,
A lama que transborda em cada canto,
Manchando as cores deste meu Brasil
 
Edith Lobato – 09/09/14


domingo, 24 de agosto de 2014

Carta

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Carta
 
Depois de tanto tempo já passado,
A tua ausência ainda pesa tanto,
E faz correr na face o mesmo pranto,
Do dia que partiste, oh pai amado.
 
As vezes sinto o tempo tão calado.
Recordo a nossa vida em cada canto,
Em cada passo em cada desencanto,
Que juntos nós vivemos lado a lado.
 
Oh, fica em paz, meu pai que vou seguindo,
Nos teus preceitos, teu amor mais lindo,
Fincado no meu peito para sempre.
 
De ti sinto saudades, pai querido,
Porque foste o farol, um anjo amigo,
Luzindo a senda desta minha vida.
 
Edith Lobato – 19/08/14

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Conclusão

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Conclusão
 
A brisa que levou o sonho meu,
Foi culpa desta vida sem ventura,
Que tudo me tomou com tal usura,
Deixando-me vazia, amarga, incréu.
 
Levou da aurora a seiva no apogeu,
Mascou cada pedaço de candura,
E fez nascer o joio na tristura,
Fazendo-me viver em negro breu.
 
Razões não tenho mais para seguir!
As velas embotadas já no fim,
Esgarçam quando a brisa lhes sussurra.
 
Aguardo a hora augusta de partir,
E libertar-me desta teia, enfim,
No excelso lar da minha sepultura.
 
Edith Lobato – 19/08/14

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Sonho de nós dois

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Sonho de nós dois
 
Trespassa por minha alma pétrea sombra,
Saber que crês que não sinto saudade,
Porém vós não sabeis minha verdade:
Qu’és tu quem mais desejo em minha alfombra.
 
Eu sei que a culpa é minha e desta vida,
Do fardo que carrego e da mordaça,
Que trago presa ao imo e me espicaça,
E faz-me prisioneira sem saída.
 
Porém, dentro em meu peito a tua imagem,
E o céu particular que me acalenta,
As horas de desgosto e solidão.
 
O meu amor por vós não é bobagem,
E tudo o que vivemos alimenta,
O sonho de nós dois no coração.
 
Edith Lobato – 24/11/13
 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Amor

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AMOR


Tão cheia de saudade eu te procuro,
E vago, noite adentro, nesses mares;
Qual fera em pleno cio dos seus luares
Vagando erma, errante pelo escuro.
 
Assim também eu ando e me aventuro,
Nas orbitas distantes, estrelares.
E até pela gigante e, linda Antares,
Já procurei por ti, meu bem, eu juro.
 
A aurora está partindo, a noite finda.
E aqui me encontro sobre os meus lençóis,
Olhando o teu retrato a me sorrir.
 
Eu sinto uma saudade grande, infinda.
E dentro desses loucos arrebóis,
Exausta de cansaço vou dormir.
 
(Edith Lobato – 07/07/13)


domingo, 6 de julho de 2014

Meu Amor

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Meu Amor
 
Sublima meu presente, um sibilar prelúdio,
De amor, unção divina, em mágico momento.
Um odre de candura, a borrifar alento,
Nos vãos da solidão dum tempo de interlúdio.
 
O amor a me domar, varrendo todo tédio,
Na força da paixão, na foz do sentimento.
Loucura por loucura, atroz meu pensamento,
Incita-me o desejo em visceral assédio.
 
Sou pura combustão no entrelaçar da trama.
Na flor da pele estou, no teu dulçor deslizo,
Suspensa na emoção do nosso amor em drama.
 
Assim é que me sinto ardendo feito chama,
Querendo o mesmo sol que incita teu sorriso,
E o mesmo ar que pousa em uma flor na rama.
 
Edith Lobato – 15/03/14

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Contigo

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Contigo

 Eu desejo meu amor com desespero,
Poder me naufragar em teus olores,
E dar-te o meu carinho, meus sabores.
Sorver o teu tesão, com gosto, quero.
 
Com minha boca sonho, anseio, é vero,
Tomar-te sem receios, sem pudores,
Beber languidamente teus ardores,
No sensual acorde de um bolero.
 
Eu quero com doçura e com urgência,
Beijar-te devagar e sem clemência,
E ver-te ensandecido de prazer.
 
Eu quero te fazer estremecer,
E em frêmito curvar-te, amortecer,
Fundido com o meu em louca ardência.
 
(Edith Lobato – 14/06/13)