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Procuro nessa noite escura e fria,
Ouvir a gargalhada mais bonita.
Mas ouço a própria voz, aguda, aflita,
Num choro convulsivo de agonia.
Silente a noite passa e chega o dia.
E o coração sangrando, então, palpita:
Que em poucas horas vais descer à cripta,
E nunca mais verei tua alegria.
Queria uma vez mais sentir o afago,
Da voz vibrante, alegre tão querida,
Que foi farol, foi porto, foi guarida.
Queria ter-te um pouco mais na vida.
Porém, restou-me o pranto e a dor ferida,
De ver teu corpo exposto num sarcófago.
Edith Lobato






