quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Solidão

Solidão
 
Sozinha, outra vez, aqui me encontro,
com minha velha pena sempre em riste
a rabiscar meu verso alheio e triste
a cruciar o peito lá por dentro.
 
Adejo com fervor o reencontro,
e o fim desta saudade que persiste,
a vasculhar o amor que em nós resiste
no berço da distância, desencontro.
 
As vezes olho longe e me desgarro,
da rima preciosa, companheira,
mas volto a encontra-la em teu sorriso.
 
No avulso da saudade eu sei que esbarro,
a te buscar na lira mais faceira,
que às vezes perco o tino e perco siso.
 
Edith Lobato - 30/10/16

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