domingo, 7 de janeiro de 2018

O preço

O preço
 
A dor quando nos corta, fere e deixa o trauma,
e só quem sente sabe o preço da sequela.
O tempo não é páreo quando ela se espalma,
em um sequestro onde, o corpo se enregela.
 
Pelos desvãos da gente, um turbilhão sem calma,
tal barco ermo ao vento, sem o leme e a vela,
a se lançar nas ondas, lá do mar da alma,
onde o futuro vai, vagando em fina tela.
 
A dor que já purguei matou minha alegria!
Agora vivo, assim, igual a noite fria,
a latejar no tempo, em total inverno.
 
Se choro ninguém ver ou sente a agonia,
que passa por meu ser me fere em demasia,
levando minha vida, aos portais do inferno.
 
Edith Lobato - 06/01/18

14 comentários:

  1. Oi Edith! Que poema maravilhoso, parabéns!!
    A dor emocional nem sempre é inevitável.
    Abraço

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    1. É verdade, Dalva. Bom dia e obrigada pela leitura.

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  2. A dor tbm é aprendizado... poema forte,mas belo...

    Beijos...

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    1. Com certeza. Obrigada pela leitura.
      Boa tarde.

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  3. Edith,
    Nós (gente poeta)
    somos essa profusão
    de sentimentos em palavras.
    Linda poesia.
    Bjins
    CatiahoAlc.
    do Blog Espelhando
    http://reflexosespelhandoespalhandoamigos.blogspot.com.br/
    e desse tambem
    http://contoseso.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada, pela leitura. Irei te visitar sim.
      Boa tarde.

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  4. A pior dor é a da alma!
    Que lindo poema, bem nosso, verdadeiro, que ótima construção, Edith!
    Parabéns!
    Beijo, um lindo 2018, com paz e alegria.

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    1. Verdade. Obrigada pela leitura, Tais.
      Boa tarde.

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  5. O preço de viver é alto, mas todos temos que pagá-lo.
    Belíssimo!

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    1. Obrigada Ana, pela leitura e apreciação.
      Boa tarde.

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  6. Oi Edith, vim retribuir a sua visita!! Você tem blogs ótimos, parabéns pelo seu talento!

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    1. Obrigada Érika. Muito grata pela leitura.
      Boa tarde.

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  7. Palavras sentidas, nostálgicas e sofridas.
    A dor quando invade a nossa alma dilacera o nosso coração.
    Belíssimo poema
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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    1. Bom dia Maria Rodrigues. Obrigada pela leitura.

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