domingo, 14 de janeiro de 2018

Gomos de sonhos




Gomos de sonhos

Sob a luz que fecunda a nossa caminhada,
vozes e sorrisos em horas céleres se aninham
no passado feito orvalho na alvorada.

E nós? Somos resquícios de DNA que definham
nas ideológicas fábricas de nossos, ilusórios, sonhos,
vilipendiados pela ausência do amor fraterno.

O mundo se curva ao plano da inversão
e há gente que vive a flutuar na futilidade
e na orgia de suas torpes e sádicas emoções.

A grande massa pasma com o descaso das vidas,
ilhadas em corredores frios da sociedade,
vão, sobre a grama seca, marcando gomos de sonhos.

Edith Lobato - 01/03/17

24 comentários:

  1. Um texto reflexivo e interessante. É preciso cativar o amor sem cessar e sem esmorecer...
    Obrigada pelo comentário no Fragmentos Poéticos.
    Abraço

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    1. Eu que agradeço tua leitura.
      Bela noite e feliz semana.

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  2. Um poema que nos faz refletir!

    r: Fico contente :)
    Obrigada e igualmente

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  3. Olá, Edith, poema belo, verdadeiro e 'pesado'... e grifo esse verso que dá muito o que pensar:

    "A grande massa pasma com o descaso das vidas,
    ilhadas em corredores frios da sociedade,
    vão, sobre a grama seca, marcando gomos de sonhos."

    Um beijo, ótima semana pra você - parabéns!

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    1. Vivemos o tempo inteiro algemados e, quase não percebemos.
      Bom dia Tais. Obrigada pela leitura.

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  4. Olá, Edith.
    Gostei deste teu poema,"Gomos de sonhos" que se inicia com estes belos versos:

    "Sob a luz que fecunda a nossa caminhada,
    vozes e sorrisos em horas céleres se aninham
    no passado feito orvalho na alvorada."


    Tenha uma ótima semana.
    Um beijo.
    Pedro

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  5. Que belo poema, Edith! São tantos caminhos, tantos modos de enxergar e partilhar a vida...Não temos controle do bem e do mal, alé do nosso...Assim caminha a humanidade.
    Abraço!

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    1. Obrigada Dalva pela leitura e apreciação.
      Bela tarde.

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  6. Oi Edite,
    Adorei seu poema diferente e encantador
    Uma linda noite
    Beijos
    Lua Singular

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  7. Olá, Edith!

    Li e reli esse teu poema, essa reflexão, que me deixou de queixo caído e cogitando.
    Tua formação académica, julgo ser em Matemática, e normalmente, as pessoas ligadas aos números, não são mto ligadas às letras, mas tu és exceção.
    Tenho a mesma profissão que tu, mas "abomino" os números e chego mesmo a afirmar que não sei qual a utilidades deles (rs). Sou de Língua Portuguesa e História.

    Tu escreves, demasiadamente bem, e voltaste com muita imaginação e poder de palavra.
    Tenho encontrado comentários teus em vários blogs e fico encantada com o que dizes, embora sucintamente. És mto direta e racional, como não poderia deixar de ser. Eu escrevo, escrevo e acho que o que digo fica sempre incompleto. (De) formação profissional. Só pode!

    Vamos ao teu poema, que nem sei por onde começar. Somos átomos de algo, a que não sei dar nome. O mundo vive obcecado e de pernas para o ar, procurando não sei bem o quê.

    Futilidade e orgia, isso mesmo. As pessoas vivem alienadas, mto ligadas às novas tecnologias e conversar, trocar impressões, por exemplo, já não se faz, já se não usa, aliás, as pessoas já nem se veem, nem se sentem umas às outras.

    Que triste viver o de muita gente, que se julga feliz!

    Beijos e boa semana.

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    1. Oi Céu, primeiramente obrigada pela leitura. Sim, minha formação é em Matemática. Sou professora da mesma disciplina. As pessoas caminham sem saber pra onde vão todos os dias, Céu. O que as satisfaz é o momento, fugaz como é o próprio ser humano.
      Bom fim de tarde.

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  8. Olá, muito obrigada de coração pela visita e pelo comentário. Gostei muito do seu blog e do poema, é cercado de sentimento e reflexão, muito bom1
    Te convido a sempre voltar, ficarei muito feliz com a sua presença!
    Um grande abraço!

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    1. Obrigada Vanessa, pela presença. Com certeza voltarei a ler-te.
      Belo fim de tarde.

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  9. Edith, eis um bom poema reflexivo. E assim caminha a humanidade...
    Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas um bom dia, uma boa semana, um bom ano e uma boa vida.

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    1. Obrigada Dilmar, pela leitura.
      Bom final de tarde.

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  10. Na verdade, actualmente há amor fraterno a menos e futilidade a mais.
    Magnífico poema, parabéns.
    Continuação de boa semana, amiga Edith.
    Beijo.

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    1. Obrigada pela leitura, Jaime. Um prazer tê-lo aqui.

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  11. Belo e reflexivo poema. Lindo cantinho parabéns

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  12. Um belo trabalho em reflexão neste mundo de inversão tão gritante às vezes e ainda assim há os que ignoram e levam suas vidas em sonhos tolos mesmo.
    Perfeita inspiração/construção amiga.
    Bjs de paz.

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    1. Obrigada pela leitura Toninho. Honrada com tua presença.
      Bom dia e bom domingo.

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