sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Filho

Filho
 
Hoje teu nome veio como um estribilho,
e eu senti minh'alma por demais ferida.
Nasceu um rio nos olhos que, já vão sem brilho,
então chorei lembrando, da tua partida.
 
Tu foste meu segundo e tão amado filho,
mas me deixaste cedo a perecer na vida,
essa saudade  ingente que tão só palmilho,
teu ser pequeno eu sinto, tua voz querida.
 
Lá fora está chovendo e, dentro em mim também,
há temporais, trovões cortando meu deserto,
nesse vazio deixado pela tua ausência.
 
Podem sorrir de mim quem acha isso banal,
Mas uma coisa eu digo e isso, eu sei, é certo,
Esse vazio tem fim quando eu virar saudade.
 
Edith Lobato - 18/01/18

19 comentários:

  1. Certamente isso te acompanhará pra sempre! Grandes e doloridas saudades em poesia expressas! bjs praianos, chica

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada Chica pela leitura. Sim, a lembra do que foi está sempre, presente.
      Boa noite. Bjs

      Excluir
  2. Uma dor inenarrável que fica sempre na alma de quem o sofreu a perda dum filho.
    Abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade. Obrigada pela leitura, Elvira.
      Boa noite.

      Excluir
  3. Boa noite Edith
    Lindo e cheio de verdade seu poema,compartilho da mesma dor.
    Você perguntou se o fudge fica bom com castanha do Pará,pode fazer que fica ótimo sim.
    Beijos,fica com Deus!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pela leitura e pela resposta sobre a castanha.
      Bom dia e bom domingo.

      Excluir
  4. Querida Edith poetizar um sentimento deste não é nada fácil amiga. Só quem passou sabe desta saudade, que jamais passará, não tem substituto. Eu sempre incompreendo esta inversão, mas que ela existe independente de nossa vontade. É como se tivéssemos que passar por este caminho de pedras e espinhos. Acalanta as lembranças e estas nos faz poetizar.
    Chico Buarque bem inspirou numa situação assim e diz: "A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu"
    em Pedaços de mim.

    Carinhoso abraço amiga.
    Bjs de paz no coração.
    Bom domingo para uma semana leve e alegre pois a vida segue.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Shakespeare disse que com o tempo a gente aprende uma porção de coisas e, igualmente aprendemos a encontrar alento para esta dor.
      Obrigada pela leitura, Toninho. Excelente domingo.

      Excluir
  5. Imagino, querida Edith, é uma dor dilacerante que só mãe sente. Os olhos marejaram...
    Meu carinho.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este tipo de dor nem a mãe explica, por falta de palavras para traduzir.
      Obrigada pela leitura, Tais e excelente domingo pra ti.

      Excluir
  6. Não imagino a dor, mas acredito que seja lacerante!
    Acredito que estará sempre do seu lado

    r: São mesmo :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Andreia. O tempo não apaga a memória de um filho.
      Obrigada pela leitura.
      Bom domingo.

      Excluir
  7. Edith ,
    A dor pela perda de um filho deve ser dilacerante .
    Sua sensibilidade sabe transformá-la num doce poema .
    Bom final de semana .

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É uma dor horrível. Obrigada pela leitura.
      Te desejo um bom domingo.

      Excluir
  8. Que triste. :( Eu imagino que seja difícil lidar com isso, não existe amor maior do que o amor de uma mãe.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Erika, é algo que ninguém deseja.
      Bom domingo e obrigada pela leitura.

      Excluir
  9. Não para de doer nunca.
    Lindos e tristes versos!

    ResponderExcluir

Muito obrigada por deixar registrado em, Matizes da Alma, sua visita e sua opinião. Receba meu carinho.